Almoçando no horário do almoço, vejo aquele homem vindo de encontro na minha mesa, era o superintendente da escola dominical.
- Posso sentar com você e, podemos conversar? Ele veio com o semblante meio cara fechada.
- Por favor, fique a vontade. Falei meio que atônito com sua presença ali, pois mesmo trabalhando no mesmo prédio, jamais almoçam juntos.
- Tenho notado você meio triste alguns domingo.
- Estou bem, são problemas particulares. Falei sem muita convicção.
- Tenho recebido reclamações que você não tem passado às lições como deveria.
- Não é bem assim. Transpareci um pouco de raiva, pois sabia que estas reclamações vinham de um pequeno grupo que queria me ver longe da sala de estudo.
- Tenho interagido com meus alunos, e as lições são passadas conforme o desejo coletivo, pois tenho deixado à eles o assunto que deveríamos estudar, e a maioria optou pelo estudo A escolha de cada um. E tem sido bastante harmonioso os estudos. Falei com firmeza e muita ênfase.
- Me explique então as reclamações.
- Veja bem, quando fui convidado a ser professor da escola dominical, fiquei meio receoso em aceitar, pois sou novo no evangelho, e tem mais irmãos com mais tempo de igreja. Mas fui comovido em aceitar pelo apelo do pastor, falando da sobre carga que alguns irmãos têm em abraçar vários setores, por não haver obreiros para a seara. O superintendente ficou transparecendo atônito com minhas palavras. – Por isto me candidatei a este cargo, e para minha surpresa fui escolhido juntos com alguns irmãos a participar da escola dominical, e recebi vários votos, sendo escolhido como o segundo mais votado. Por isto me acho capacitado em respeitar estas pessoas que votaram em mim. Falei com um pouco de orgulho.
- Mas se você tem nomes que querem a minha saída, me fale, para que possamos colocar em reunião e ver o que a maioria deseja. Se votarem pela minha saída, acatarei sem nenhuma objeção, pois esta foi a minha escolha.
- Tudo bem! Levarei sua sugestão para a diretoria, e assim que tiver um parecer voltaremos a conversar. Fiquei ali por algum tempo depois da saída o superintendente. Analisando tudo que conversamos fiquei lembrando do Pedro e de quanto sentia sua falta para conversarmos e desabafar sobre todos estes assuntos.
Passados alguns meses voltei a me encontrar com o superintendente.
- Tivemos uma reunião e ficou acordado que sua permanência com a classe dos jovens será tua. Fiquei meio atônito pois esperava o contrário.
- A direção e o pastor aceitaram todas as objeções contra sua saída, pois achamos que não tinha nada que desabonasse sua conduta frente aos jovens.
- Muito obrigado fico feliz com a aceitação por parte da diretoria, agora trabalharei mais com os jovens em prol de toda a igreja, e conto com sua ajuda.
- Tudo bem pode contar comigo.
Caminhando para o almoço no mesmo trajeto, verifiquei aquele alvoroço em torno de uma pessoa, me aproximei do pessoal para ver se era quem eu estava pensando. E para minha surpresa era o Pedro. Ele estava dialogando com algumas pessoas que o indagavam sobre alguns aspecto sobre o fim do mundo. Terminando o seu debate, ele se virou e veio em minha direção com um sorriso como de costume.
- E ai meu amigo como vão as coisas em sua vida?
- Passei por alguns momentos difíceis mas já estão resolvido.
- Em relação a igreja? Me fez a pergunta, quando caminhávamos em direção ao café.